Resenha Crítica do artigo “Quando a oralidade se faz presente na escrita: dados diacrônicos e sincrônicos”

Joyce Elaine de Almeida Baronas, possui graduação em Letras Anglo Portuguesas e Literaturas pela Universidade Estadual de Londrina (1989), mestrado em Letras pela Universidade Estadual de Londrina (1996) e doutorado em Lingüística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2005). Atualmente é professora associada da Universidade Estadual de Londrina. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Sociolingüística atuando principalmente na área da Sociolinguística Educacional

Por vivermos e um país com dimensões continentais, as escolas brasileiras tem enfrentado grandes problemas em relação ao ensino da Língua Portuguesa Padrão, já que a maioria dos brasileiros não domina a norma padrão, e assim sendo a norma culta tem maior familiaridade por ser baseada na fala, já que a maioria da população não tem tanto acesso da educação.

 

Uma questão vai ser levantada, a de que a língua caipira nos dias de hoje não são encontradas apenas nos interiores, principalmente em razão do processo de êxodo rural, cujas populações rurais tidas como caipiras saíram dos campos para as cidades, e com essa migração o falar nas cidades do dialeto caipira deixou de ser evidenciado como um falar errado, passando a ser chamado de linguística diferenciada.

A metodologia usada na pesquisa do artigo vai comparar textos escritos com fenômenos rurais comuns no falar, e também analisar manuscritos paranaenses e confirmar que já houve alguns desvios em épocas anteriores. Vale salientar que a língua no Brasil já sofre alterações com o passar dos anos devido as transformações da própria sociedade, entretanto a população ainda continua muito distante dos estudos linguísticos  e procura uma unidade linguística.

Algumas normas são apresentadas: a objetiva ou padrão real que é falada pela classe culta, a subjetiva ou padrão ideal é aquela cujo falante tem uma maior exigência com a linguagem e por último a prescritiva que mescla um pouco das duas normas anteriores.

Farraco (2002) afirma que a língua pode ser considerada um fator social. Por não haver uma proximidade com a norma padrão por grande parte da população brasileira há uma dificuldade de aproximação com a realidade linguística.

Quanto a oralidade e a escrita é sabido que o texto escrito geralmente é mais formal desde as primeiras séries  dos alunos por necessidade que temos de padronização, antes da idade escolar a criança apenas tem eventos orais livres e padronizados, sendo necessária a homogeneidade para que haja compreensão entre os falantes.

Na parte de análise dos dados as autoras pegarão os dados de produção textuais, os da fala rural e os fenômenos que deles ocorrem. Entre as afirmações que foram tiradas, observou-se que a redução dos ditongos já constitui um fenômeno natural da fala coloquial não sendo necessariamente uma característica  do falar rural dos dias de hoje.

Nos dados de produções textuais e de manuscritos verificou-se que fatores linguísticos distantes já eram observados desde séculos anteriores, já que na história da Língua Portuguesa a escrita era baseada na fala, e a medida que o tempo avançava a Língua Portuguesa ia se transformando  na mesma proporção, recebendo influências de outras línguas entre elas a indígena e falas africanas entre outras fazendo com que o português falado no Brasil ficasse cada vez mais distante do português falando na Europa.

Com o artigo, fica evidenciado a função do professor de Língua Portuguesa, para uma verificação mais apurada dos alunos quanto a realidade linguística, devido ao tamanho do Brasil e todo um regionalismo que nele se encontra, além de todas as particularidades da Língua Portuguesa em determinados grupos de falantes, tirando o foco dos desvios da norma culta, levando ao professor todo um contexto.

E embora requeira determinado conhecimento do leitor na área da Língua Portuguesa, o texto é bastante conciso e convidativo para aqueles que conhecem ou que desejam conhecer um pouco da maneira caipira de se falar, com um resultado satisfatório principalmente para aqueles que trabalham em educação.

Endereço eletrônico do artigo  http://www.gel.org.br/estudoslinguisticos/volumes/40/el.2011_v2_t49.red6.pdf

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Fichamento de conteúdo sobre o artigo científico “Quando a oralidade se faz presente na escrita: dados diacrônicos e sincrônicos”

Com as dimensões continentais que tem o Brasil a variação lingüística entre os falantes da língua portuguesa tomam proporções  semelhantes ao seu tamanho. Por conta das peculiaridades dos falantes da língua, o uso da norma padrão traz certa dificuldade, já a norma culta tem uma maior facilidade de aproveitamento por ser baseada na fala e ter familiaridade com a escrita, já que esse grupo não tem domínio sobre tais regras.

Uma peculiaridade entre falantes de regiões rurais no que tange ao falar não implica que estes falem erroneamente, mas apresentam uma forma diferenciada ago parecido com o português antigo.

O estudo do artigo estudará os desvios da norma padrão diante dos textos escritos alisados e fazer uma comparação com o falar rural para oferecer um auxílio aos professores de língua portuguesa. Vão ser analisados manuscritos de duas escolas de cidades distintos  que foram retirados de um arquivo público  do jornal Estado de São Paulo. Com esse estudo pretende-se  ajudar tanto os pesquisadores quanto os que se dedicam à história da língua.

A língua portuguesa vem sofrendo variação com o tempo, essa variação pode ser classificada em diacrônica, diatópica, diastrática e estilística, o falar rural se enquadra na variação diatópica por ser característico de um morador da roça.

As normas lingüísticas se enquadram em: norma objetiva, norma subjetiva e a norma prescritiva. Faraco (2002) diz que a norma pode ser considerada um fator sociocultural, havendo uma diferenciação entre  a norma culta e a norma padrão. Embora haja tanta diversidade na língua portuguesa, se faz necessário que haja uma homogeneidade para que haja uma melhor compreensão dos falantes.

O distanciamento entre a norma padrão e a realidade lingüística brasileira traz certa dificuldade pela maioria dos falantes, e o ensino se faz necessário nas escolas para que o aluno domine e possa participar de forma ativa e crítica na sociedade.

O fenômeno da monotongação  é comum na língua falada geral, a redução dos ditongos decrescentes (ew) e (ow) a vogais simples. A redução dos ditongos já constitui um fenômeno natural da fala coloquial, não ficando apenas restrito ao universo rural nos dias de hoje, alguns estudos mostram a possibilidade desse fenômeno ter surgido na Europa.

Fatores distintos a norma aconteciam desde séculos anteriores, afirma-se traves de manuscritos que a escrita era baseada na fala, a proporção que a os registros mostram a variação que direcionam uma aproximação com a fala e ausência de rigidez na ortografia, e a língua portuguesa estava em processo de adaptação como língua oficial no Brasil. Três períodos marcam o período da história da ortografia portuguesa: o fonético, o pseudo-etimológico e o simplificado, nesse período fonético da ortografia procurava espelhar a pronuncia.

O português recebeu influência de outras línguas, tais como as indígenas e os falares africanos deixando marcas tanto no léxico como na fonética. Com o passar do tempo o português do Brasil foi se distanciando do português de europeu, entre os fatores que culminaram esta a questão das influências de outras línguas e o fator de não se acompanhar as mudanças da língua em Portugal.

Na escrita de manuscritos do século XIX em comparação com os textos atuais, em ambos os casos se explica o desconhecimento da norma padrão, no primeiro caso por que ainda não existia uma norma padrão e no segundo a interferência da linguagem não padrão adquirida fora da escola, isso mostra que os desvios aconteciam em séculos anteriores também, entretanto nos dias atuais ocorram com maior freqüência.

Torna-se necessário a adequação da língua para os gêneros, sendo fundamental ao professor de Língua Portuguesa a verificação dessas questões de desvio das normas.

Fichamento elaborado por Wagner da Rocha Santos para a disciplina OTA.  Letras – Espanhol 2013

 

endereço eletrônico do artigo  http://www.gel.org.br/estudoslinguisticos/volumes/40/el.2011_v2_t49.red6.pdf

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Texto 2 – Critério de escolha do artigo científico

Já que a sociolinguística estuda a relação entre a língua  e a sociedade, escolhi o artigo que tem por título “PERCURSOS LEXICAIS DO DIALETO CAIPIRA” por achar de suma importância a maneira caipira de se falar, e assim sendo, seu uso torna-se muito mais frequente em determinadas regiões, tanto quanto a linguagem padrão. A escolha do artigo também se deu em função da análise do amplo currículo de uma das autoras, a Professora Drª Maria Helena de Paula.

Segue o link do artigo

http://www.sbpcnet.org.br/livro/63ra/conpeex/pibic-af/trabalhos/RAYNE_MESQUITA_DE_REZENDE.pdf

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Resenha crítica sobre a primeira parte do livro Manual de Produção de Textos Acadêmicos e científicos da autora Ada Magaly Matias Brasileiro

     A autora do livro Manual de Produção de Textos Acadêmicos e Científicos já no primeiro capítulo trata do dever de todos os alunos em conhecer o mundo acadêmico, através de algumas informações convencionais próprias, que giram em torno da linguagem como forma de ação e processo social.

     Na seção 1.1 vai mostrar o perigo de algumas pesquisas eletrônicas e da confiabilidade nas mesmas, trará uma abordagem quanto à questão de plágio e os cuidados a serem tomados no momento da pesquisa.

     Na seção 1.1.1 discorrerá sobre a questão dos critérios para a pesquisa eletrônica e apontará exemplos de sites entre eles muitos de instituições de ensino superior e como as pesquisas podem ser feitas.

     Na seção 1.2 mostra a linguagem Acadêmico-Científica e como usá-la.

     Na seção 1.2.1 pontua as qualidades do texto acadêmico-científico, entre as quais destacará:

a)    Objetividade

b)    Uso da variante culta da língua

c)    Precisão e clareza

d)    Imparcialidade

e)    Coesão e coerência

     Na seção 1.2.2 apresenta as Expressões latinas usadas no texto acadêmico-científico, usará um quadro com as expressões e os significados de uso.

     Na seção 1.2.3 trás as terminologias defendidas pela ABNT, e cita algumas em ordem alfabética.

     Na seção 1.3 a autora cita alguns Eventos Acadêmico-Cientifícos, os formatos que possuem e os objetivos dos mesmos.

     Na seção 1.4 vai abordar Títulos, Cursos e Distinções Acadêmicas, que geram muitas dúvidas quanto aos significados e distinções específicas desses ambientes, a autora trará vários exemplos.

     Na seção 1.5 tratará sobre Informação e Documentação: As normais da ABNT a serviço da academia selecionou algumas normas de uso mais recorrente na elaboração de trabalhos acadêmico-científicos.

     Com o texto a autora trás luz aos alunos que adentram o ensino superior sem quaisquer informações em relação ao mundo acadêmico, e todos os procedimentos quanto aos trabalhos.

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Resenha crítica sobre parte do livro Manual de Produção de Textos Acadêmicos e Científicos

     A autora do livro Manual de Produção de Textos Acadêmicos e Científicos já no primeiro capítulo trata do dever de todos os alunos em conhecer o mundo acadêmico, através de algumas informações convencionais próprias, que giram em torno da linguagem como forma de ação e processo social.

     Na seção 1.1 vai mostrar o perigo de algumas pesquisas eletrônicas e da confiabilidade nas mesmas, trará uma abordagem quanto à questão de plágio e os cuidados a serem tomados no momento da pesquisa.

     Na seção 1.1.1 discorrerá sobre a questão dos critérios para a pesquisa eletrônica e apontará exemplos de sites entre eles muitos de instituições de ensino superior e como as pesquisas podem ser feitas.

     Na seção 1.2 mostra a linguagem Acadêmico-Científica e como usá-la.

     Na seção 1.2.1 pontua as qualidades do texto acadêmico-científico, entre as quais destacará:

a)    Objetividade

b)    Uso da variante culta da língua

c)    Precisão e clareza

d)    Imparcialidade

e)    Coesão e coerência

     Na seção 1.2.2 apresenta as Expressões latinas usadas no texto acadêmico-científico, usará um quadro com as expressões e os significados de uso.

     Na seção 1.2.3 trás as terminologias defendidas pela ABNT, e cita algumas em ordem alfabética.

     Na seção 1.3 a autora cita alguns Eventos Acadêmico-Cientifícos, os formatos que possuem e os objetivos dos mesmos.

     Na seção 1.4 vai abordar Títulos, Cursos e Distinções Acadêmicas, que geram muitas dúvidas quanto aos significados e distinções específicas desses ambientes, a autora trará vários exemplos.

     Na seção 1.5 tratará sobre Informação e Documentação: As normais da ABNT a serviço da academia selecionou algumas normas de uso mais recorrente na elaboração de trabalhos acadêmico-científicos.

     Com o texto a autora trás luz aos alunos que adentram o ensino superior sem quaisquer informações em relação ao mundo acadêmico, e todos os procedimentos quanto aos trabalhos.

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